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E a luta continua...

 

Mortes de jornalistas no exercício da profissão em 2012 reacendem a discussão por planos mais efetivos de proteção aos profissionais

 

Filipe Andrade

Em 2012, 121 jornalistas morreram em todo o mundo no exercício da profissão, aponta relatório da Federação Internacional dos Jornalistas (Fij), divulgado no dia 31 de dezembro. De acordo com a entidade, os dados são um alerta e representam o fracasso de governos e da Organização das Nações Unidas (ONU) em não cumprir com suas obrigações internacionais.

 

A lista é liderada pela Síria, com 35 casos. Em segundo lugar, 18 mortes de profissionais de imprensa foram registradas na Somália. O Brasil figura em 5° lugar no ranking, com 5 mortes. No relatório aparece, inclusive, o nome de Valério Luís, radialista goiano, assassinado na porta de uma rádio em Goiânia (GO), em julho do ano passado.

 

Segundo a vice-presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Maria José Braga, no Brasil, a entidade e os sindicatos trabalham, denunciando e cobrando, das autoridades competentes, a apuração dos fatos e a punição dos culpados em todos os casos de violência contra os jornalistas.

 

Também denunciamos os atentados contra a liberdade de expressão, cometidos inclusive pelas empresas de comunicação. Atualmente, estamos em campanha pela aprovação de um projeto de lei nº 1078/11, do deputado federal Protógenes Queiroz, que federaliza os crimes praticados contra jornalistas”, explica.

 

No dia 19 de fevereiro, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República lançou um projeto para proteger os profissionais de imprensa no Brasil. De acordo com a secretaria, a iniciativa vai envolver 13 representantes do governo e de entidades de classe, que irão analisar denúncias de violência contra comunicadores e deverão propor um sistema de monitoramento, com o objetivo de evitar a impunidade. Ainda segundo o órgão, o grupo vai se dedicar, inicialmente, aos casos mais recentes de assassinato e ameaças contra jornalistas.

 

Plano de ação

O Sudão do Sul, país do nordeste africano, será o primeiro país a adotar um plano de ação, com vista na segurança de jornalistas, revelou, no dia 14 de fevereiro, a Organização das Nações Unidas. O projeto, desenvolvido pela ONU e lançado em novembro, tem como objetivo “criar um ambiente livre e seguro para jornalistas e profissionais da mídia”.

 

O plano de ação prevê atividades como ajuda dos governos, sensibilização da população e realização de treinamentos de segurança. O documento também inclui o reforço a proteção de jornalistas mulheres, em virtude dos casos de estupro e assédio sexual, além do incentivo a remuneração adequada.

Fonte : Facomb

Categorias : Mundo

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