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Brasil é contra intervenção militar na Síria

Dilma Roussef defende negociações de paz para solucionar a crise no mundo árabe

A presidente Dilma Rousseff afirmou  que o Brasil defende uma saída diplomática para o conflito na Síria e por isso é contra a intervenção militar no país.

A presidente citou ações militares externas como as invasões do Afeganistão e do Iraque como exemplos de iniciativas fracassadas de construção da paz. ''Não achamos que instrumentos usados até agora nos outros países resolvam qualquer problema. Está provado que não dá certo'', defendeu.

A líder do executivo brasileiro afirmou ainda que acredita em uma posição comum no Conselho de Segurança das Nações Unidas no sentido de construir a paz na Síria. “‘O que temos que construir em conjunto, todas as nações do mundo, é um caminho diferente em que a paz seja obtida por meios diplomáticos muito efetivos, de um consenso criado dentro do Conselho de Segurança”, cobrou.

O Brasil tem cobrado com frequência uma posição mais segura dos chefes de estado integrantes do Conselho de Segurança, mas contrariedades entre Estados Unidos, Rússia e China atrapalham as negociações.

 A presidente luta para que o Brasil consiga uma vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, contudo as grandes potências ocidentais têm certo receio pela adesão do governo brasileiro devido às características apaziguadoras que o país possui. Negociações que podem atrapalhar nos interesses dos gigantes.

Terrorismo

A Rússia vem acusando os Estados Unidos de implantarem um “terrorismo” contra o governo sírio.  O chanceler russo Sergei Lavrov criticou ainda as nações ocidentais que, segundo Moscou, deixaram de condenar um atentado à bomba que matou membros do alto escalão do regime de Bashar al-Assad comandado por potências do Ocidente na semana passada.

 "Isso é uma justificativa direta do terrorismo", explicou  Lavrov. "Para colocar em termos brandos, não entendemos a recusa dos nossos parceiros em condenar o ataque terrorista em Damasco", afirmou. Ele insinuou que Washington estaria usando a ameaça de mais ataques para pressionar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a colocar em prática o plano de paz do mediador internacional Kofi Annan.

Se o plano de Annan for aprovado, será permitida a adoção de sanções e até uma eventual intervenção militar na Síria contra Assad.  Os governos da Rússia e da China são contra a presença de tropas Ocidentais em território sírio a exemplo do que ocorreu na Líbia, em que o ex-ditador Muammar Kadaffi foi morto pelos rebeldes com o apoio de tropas militares da Otan.

Fonte : Facomb

Categorias : Política

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