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Muito além de saudável, sustentável

A cultura do ecologicamente correto e suas conseqüências na saúde de quem vivencia um dia-a-dia sustentável

 

 

Murillo Velasco

A cada dia aumenta mais a prática de ações “ecologicamente corretas”, que envolvem o consumo de produtos orgânicos, de matérias-primas renováveis e atitudes que aproximam o ser humano da natureza. Apesar da correria do dia-a-dia na cidade, existem pessoas que fazem questão de levar uma vida saudável.

Flávia Peixoto tem uma rotina incomum aos olhos do consumismo. Acorda cedo, leva os filhos à pé até a escola, volta pra casa, pega sua bicicleta e vai ao seu escritório. Ela é advogada e moradora do Setor Oeste, próximo de escolas e da sua rotina de trabalho, como o Fórum e o Tribunal de Justiça. Apesar desta ser uma realidade de muitas outras pessoas, não são todos que aderem ao estilo de vida alternativo. “Tenho muitos colegas de trabalho que moram ainda mais perto que eu e vêm de carro, enchem os estacionamentos e reclamam do trânsito” contou Flávia.

O clínico geral Walmir Lobo considera o quão importante é para sociedade entender o sentido de se ter uma vida sustentável: “quem usa a bicicleta como meio de transporte não só poupa o meio ambiente, mas contribui para a saúde cardio-vascular, pois está praticando uma atividade física, e só isso já bastaria.” Afirma o médico. Ele considera também que o consumo de produtos orgânicos está se tornando um grande aliado no combate e prevenção à doenças que, provavelmente, são originárias do excesso de agrotóxicos e produtos artificiais.

Para o Advogado Victo Sarmento, da Comissão de Meio Ambiente da OAB, o problema é maior do que a conscientização popular. Segundo ele, as estruturas físicas e política no Brasil ainda são deficientes para os adeptos da vida ecologicamente correta. Ele cita o exemplo do consumo de produtos sustentáveis: “Os produtos ecologicamente corretos podem ser identificados pelo selo de certificação ISO 14.000. No Brasil, pouquíssimos são encontrados e a população ainda não adotou o hábito de verificar se o produto tem esse certificado ou não.”

Agnelo Barbosa é professor universitário e não compra produtos sem o selo. “Da mesma forma como comprar produto pirata financia o tráfico e a violência, comprar produtos sem o selo financia o fim do planeta” declara Agnelo em entrevista. Além do consumo de produtos sustentáveis, o professor faz uso de energia renovável em sua casa. Sem condições de fazer grandes instalações de energia solar, ele improvisou um aquecedor de garrafas pet e poupa energia para os chuveiros da casa. “Ser um ‘ecolouco’ não é modismo, é uma questão de sobrevivência e saúde” finaliza Agnelo.

 

Fonte : Facomb

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