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À procura de novos campeões

Handebol enfrenta dificuldades no país do futebol

Arquibancadas lotadas. A torcida agita o ginásio do Clube Antônio Ferreira Pacheco, no setor Santa Genoveva, em Goiânia. Em quadra, 11 jogadores de cada lado têm o objetivo de levar a bola até o gol do adversário. Se você pensa que a emoção relatada é um jogo de futebol, está enganado. Trata-se do handebol, que no Brasil ganha adeptos em passos lentos

A grande dificuldade de o handebol conquistar de vez o mercado brasileiro é a própria tradição histórica que o país carrega com o futebol. O esporte é muito difundido em escolas primárias e secundárias. ”Essa é a nossa principal divulgação”, explica o presidente da Federação Goiana de Handebol, Junio Augusto de Souza. Segundo o esportista, a esperança do chamado “futebol com as mãos” está nos jovens que se apaixonam pelo segmento.

Em Goiás, o Força Atlética é um dos principais times do gênero. “O Força representa o nosso Estado nas competições nacionais”, enaltece Junio. São duas equipes que compõe o time, o masculino e o feminino. Mas são as meninas as grandes estrelas. Elas já ficarem entre as três primeiras colocações em várias edições nacionais e são as que mais possuem títulos na competição estadual.


A estudante Taiga Cavalcante é uma das atletas do Força Atlética feminino. A jovem de 21 anos participa do time há sete anos e se diz apaixonada pelo Handebol. “Tenho vontade de seguir carreira nessa área, contudo os problemas são claros”, defende. Para a esportista, é necessário mais atenção governamental com o esporte.

Dificuldades

Taiga e Junio Augusto caminham juntos para reforçar o handebol em Goiás. De acordo com os atletas, as equipes encontram dificuldades para dar suporte aos times. “Faltam materiais esportivos e dinheiro para custear as viagens”, declara o presidente.

Uma saída para amenizar os problemas seria a conquista de patrocínios. Mas tem sido difícil alguma empresa realizar esse feito. Segundo o fundador da Força Atlética, Jorge Castilho, os empresários querem os resultados imediatos e por isso a cobrança se torna insuportável. “O que importa para patrocinadores é a propaganda estampada na camisa e uma vitória sempre a cada jogo”, critica.

Há problemas ainda com a infraestrutura dos centros esportivos e na própria preparação de juízes. De acordo com Jorge Castilho, os juízes do handebol são atletas que deixaram o esporte e se dedicam em comandar os jogos. As quadras espalhadas pelo Brasil também atrapalham no desenvolvimento do esporte. A grande maioria é voltada para o basquete ou, claro, para o futebol.

Esperança

Mesmo que as dificuldades sempre eminentes, os jogadores acreditam no reconhecimento do esporte. Junio, Taiga e Jorge compartilham de uma mesma esperança: a difusão do handebol nas escolas. Para eles, o futuro está nos jovens. Competições como o Mundial de Handebol e as próprias Olimpíadas ajudam a disseminar a prática.

A própria realização dos jogos olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro é uma luz no fim do túnel. Com esse grande evento em solo brasileiro, a proximidade de atletas e públicos pode despertar o interesse pela prática, defende os jogadores.

Fonte : Facomb

Categorias : Esporte

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