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Avaliação da educação pública em Goiânia cai à medida que as séries evoluem

Segundo especialista, o decrescimento das notas se deve à progressão automática e à falta de estrutura escolar

Murillo Velasco

Os últimos números do Ideb revelam uma triste realidade da educação em Goiânia. À medida que os alunos vão passando de ano, seus desempenhos nas avaliações aplicadas pelo Inep caem. A média obtida no 4º ano do ensino fundamental é de 5,3 enquanto a média do 9º ano, último ano do ensino fundamental, é de 3,7.

Para Márcia Clarice, técnica educacional, três fatores básicos estão ligados a este fenômeno: falta de estrutura, progressão automática e baixo salário do professor. "Hoje em dia, o professor não reprova o aluno, ele deve sempre acompanhar a progressão natural, isso é um tiro no pé da educação, uma afronta ao desenvolvimento." Afirma Márcia.

Para Marly Pereira, mestre em pedagogia pela UnB, o problema da educação é outro: a falta de estrutura familiar. Para ela, à medida que os filhos vão crescendo, os pais não se atentam mais ao aprendizado deles, exigindo trabalho para gerar renda na família ou simplesmente fechando os olhos para o dia-a-dia deles. "As notas nos primeiros anos são maiores porque a atenção voltada para as crianças é muito maior, há um monitoramento continuo, o que nao acontece com os mais velhos."

IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.

O Ideb é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos. Em Goiânia, o índice das escolas públicas é a nota 3,9.

Fonte : Facomb

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