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musicoterapia

Cura musical

Como a música é usada como meio de comunicação e terapia

por Pietro Bottura

 

A música tem o poder de envolver e relaxar o ouvinte, transportando-o do mundo racional para o campo do sentimento, do pensamento não-verbal. Esse efeito de transe e terapia é conhecido pelo homem há muito; existem registros de salas de música com fins terapêuticos em hospitais árabes no século XIII. Hippocrates, filósofo e médico grego que viveu em 400 a.C., tem entre seus tratados publicações que defendem o uso da música para o tratamento de problemas de deficiência mental. Robert Burton, no século XVII, escreveu em seu livro “A anatomia da Melancolia” que a música e a dança eram ferramentas poderosas para o tratamento da depressão crônicas e da interação social.

Assim, podemos entender que a Musicoterapia é um costume inerente da humanidade desde muito cedo, mas que foi somente transformado em profissão acadêmica depois da Segunda Guerra Mundial. O grande número de pacientes em estado de sofrimento e incapacidade de comunicação verbal fez da música um meio de acesso à mente dos soldados feridos, método que se tornou popular na Inglaterra e Estados Unidos ao contratar músicos que pudessem tocar para pacientes que haviam sofrido traumas psicológicos e físicos relacionados à guerra.

 

O canal de comunicação

 

 Para isso, o musicoterapeuta pode tanto tocar para o paciente quanto permitir que esse interaja com a música por si, método mais comumente utilizado. Dessa forma, é possível, mesmo diante de alguém que nunca teve contato com a música, procurar estimular funções cognitivas, sociais, psicológicas e motoras através do ritmo, da harmonia e da melodia.

A composição e acompanhamento rítmico são usados como forma de comunicação entre o musicoterapeuta e o paciente, que, não dependente de palavras, pode usar a música para tratar pessoas com autismo, deficiências ou dificuldade de comunicação – como mudos – além de crianças e idosos. Ou, como nos explica a professora, “não há necessidade de cantar corretamente, porque qualquer tipo de expressão vai ser acolhida e vai ser dado ou buscado significado naquela expressão pelo musicoterapeuta".

Assim, pode-se dizer que o campo da musicoterapia é recente e está em estágio de exploração inicial como uma ciência, mas seu uso prático já existe há milênios. Entender, psicologicamente, os efeitos da música e o seu poder de comunicação não-verbal é um grande passo para o tratamento de transtornos psicológicos e estímulo da expressão pessoal. Ou, como conclui a Doutora, “O curso de musicoterapia existe na UFG desde 1999, é um curso recente. É uma profissão que veio na época da segunda guerra mundial, principalmente dos feridos da 2ª guerra, nesse contexto de guerra, onde as pessoas adoeceram muito. Então a profissão nasceu nesse contexto, começou-se a utilizar a música para terapia nos hospitais e com grande sucesso".

 

A formação do musicoterapeuta

 

Valentin nos explica, também, qual é a função do musicoterapeuta: "Perceberam a necessidade de um profissional que soubesse não só tocar, mas lidar com pessoas de forma teraupêtica. Então se pensarmos nisso como uma nova profissão, realmente é algo novo, mas se pensarmos na música como instrumento de terapia, percebemos que é algo muito mais antigo. Por isso, essa é uma função social muito importante".

Os alunos do curso de Musicoterapia da UFG realizam, a partir do segundo período, seu estágio no hospital de câncer Araujo Jorge e em escolas públicas, com dependentes químicos e também para funcionários da UFG. Iniciativas que têm sido bem aceitas e que provam a funcionalidade e objetivo do curso. Para mais informações, visite o site oficial da associação dos musicoterapeutas.

Fonte : Facomb

Categorias : Saúde

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