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massagem

Mais que relaxamento, um remédio

Estudos comprovam que prática da massagem ajuda no bom funcionamento do organismo

"Massagem é assunto para madame”. Essa frase até poderia fazer sentido no século XIX quando a prática foi criada e desenvolvida na França pelo esgrimista Per Henrik Ling. Nessa época, a massagem não passava de técnicas de tratamento para problemas músculo-esquelético em esportistas. Com o passar dos anos, o ato de massagear ultrapassou o campo esportivo e se tornou uma técnica de relaxamento no mundo todo, atingindo principalmente as senhoras da elite europeia por se tratar de um processo caro e que demandava tempo.

Os estudos na área médica avançaram e comprovaram que a massagem tem um potencial muito mais amplo de benefícios à saúde que simplesmente relaxar os músculos. Ela reduz a ansiedade e pode minimizar a depressão. Até em enfermidades psiquiátricas mais complicadas, como anorexia nervosa e transtorno obsessivo-compulsivo, existem resultados que comprovam a eficácia da massagem durante o tratamento.

De acordo com a fisioterapeuta Lênia Machado, o toque gera conforto e sensação de alívio em pacientes que possuem distúrbios mentais. “Em vários casos, as pessoas podem parar de tomar remédios e recorrer à massagem para curar a insônia ou a hiperatividade”, explica. Segundo a especialista, a técnica ativa a circulação sanguínea no local e estimula o organismo a liberar hormônios que causam tranquilidade.

 

Técnicas

 

As práticas da massagem dividem-se basicamente em duas categorias, energéticas e fisiológicas. As primeiras buscam a reorientação da energia do corpo e as segundas visam a desintoxicação do organismo através da eliminação do ácido lático das fibras musculares, além de auxiliar o retorno do sistema venoso. Com o passar dos anos , centenas de correntes e estilos diferentes foram surgindo . Hoje há massagens aplicadas para praticamente todos os fins, desde massagens para bebês e idosos até massagens cosméticas, de rejuvenescimento localizado.

A professora aposentada Mariazinha Sanches, de 84 anos, faz duas sessões de massagem por semana. “Faço para deixar meus músculos fortes e não atrofiar”, explica em tom de humor. A aposentada passa pela técnica que estimula a musculatura com os movimentos. Assim os vasos que irrigam braços e pernas ficam cheios e não deixa os membros enfraquecerem

 

Saúde

 

De acordo com a massagista Lívia Alencar, o tipo de massagem aplicada depende do caso do paciente. A profissional lembra que não é necessário estar com alguma dor ou efermidade para ser massageado. “A prática contribui com as articulações e com a saúde do corpo”, explica.

Embora importante para todos, a massagem ainda não ganhou o status que merece em Goiânia. Segundo Lívia Alencar, as clínicas especializadas em massagens na cidade são voltadas apenas para o relaxamento. “Engatinhamos no discurso medicinal”, declara.





Fonte : Facomb

Categorias : Saúde

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