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Tempo para a natureza

O combate à pesca predatória, durante a piracema, é fundamental para garantir a reprodução dos peixes e evitar que as espécies entrem em extinção

 

Entre os meses de outubro e março ocorre a chamada piracema. Nesta época, espécies nativas migram para nascentes a fim de se reproduzirem. Os peixes sobem os rios nadando para realizar a desova nos mananciais e depois retornam para os locais de origem.

No entanto, nesta época também aumentam os casos de pesca predatória durante a reprodução dos peixes. O rio Araguaia é o principal atrativo turístico do estado e a cada ano recebe mais pessoas que apreciam uma boa pescaria. Por isso, a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos desenvolve uma operação cujo foco é intensificar a fiscalização em terra e água.

Segundo a professora de veterinária da Universidade Federal de Goiás, Fernanda de Paula, a piracema funciona como um estímulo para as espécies. Ela explica que a elevação da temperatura da água, os dias com maior duração e o aumento de sedimentos nos rios são captados pelo peixe e fazem com que a reprodução seja bem sucedida.

Durante a piracema, os peixes se tornam alvos fáceis por migrarem em grandes cardumes e ficarem aglomerados em uma única área. Por isso a professora de veterinária defende que é preciso combater a pesca nesse período para que alguns peixes não corram o risco de entrarem em extinção.

 

Fiscalização

           

A Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH) intensificou a fiscalização entre os dias 1º de novembro e 28 de fevereiro nos rios que cortam o estado de Goiás. O objetivo é conter a pesca predatória para que os peixes possam se reproduzir.

Luciano Henrique, superintendente de fiscalização da SEMARH, explicou que a fiscalização tem sido feita por água e terra com o objetivo de coibir quem pratica a pesca irregular. Até o fechamento dessa matéria, 70 pessoas foram multadas e cerca de 4200 abordagens já haviam sido realizadas nas rodovias e pelas equipes náuticas, as quais fiscalizam rios e acampamentos. A SEMARH conta com cinco postos avançados de fiscalização fixos, além de 80 fiscais envolvidos na Operação Piracema.

Como a secretaria não emitiu uma portaria específica para este período, vale o que diz a Instrução Normativa nº 49 do Ministério do Meio Ambiente. Segundo o documento, é permitido pescar apenas três quilos diários para consumo local, desde que sejam respeitados os tamanhos mínimos de captura. Além disso, a pesca só é permitida em lagos tipo reservatório como Serra da Mesa e Corumbá.

A pesca durante o período da piracema é crime e quem for pego em flagrante poderá ser preso e pagar multa. De acordo com Luciano, o valor pode variar entre R$180 e R$10 mil de acordo com a quantidade de pescado transportada. Além disso, os peixes são apreendidos.

Para denunciar casos de pesca predatória, o cidadão pode ligar gratuitamente para 0800-646-2112. É importante informar o local e o horário da ocorrência, pois muitos chamados são perdidos por falta de informações completas.

 

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Fonte : Facomb

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