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População norte-americana apoia o aborto com restrições

Pesquisa mostra que 53% da população dos Estados Unidos é a favor do aborto em casos restritos

Pesquisa realizada com 1,012 norte-americanos com mais de 18 anos, em 50 estados e no distrito da Columbia, mostra que mais da metade dos entrevistados é a favor da liberação do aborto em casos restritos. Os números foram resultado de um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Gallup.

Segundo a pesquisa, 53% dos entrevistados são contra a reversão da legalização do aborto até os três meses de gestação.  Do universo de amostragem, 28% dos estadunidenses se mostraram a favor do aborto como atividade legal em qualquer circunstância. Em contrapartida, 52% se dizem a favor do aborto só em “determinadas circunstâncias”.

No texto de divulgação da pesquisa, o Instituto Gallup que a opinião dos estadunidenses em relação ao aborto tem mudado drasticamente ao longo dos 38 anos em que o instituto vem realizando esse tipo de pesquisa. Há 40 anos, quando foi institucionalizada a liberação do aborto, o número de norte-americanos a favor do procedimento em qualquer circunstância e os contra a legalização da prática ficavam, ambos, nos 20% da população.

Limitações legislativas

Quatro décadas após a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos de reconhecer o direito ao aborto, alguns estados tem criado restrições legais para que limitam o acesso ao procedimento médico.

O Partido Republicano compõe maioria decisiva nas questões legislativas de alguns estados norte-americanos, o que vem resultando, desde 2010, cerca de 130 leis que restringem os direito da mulher de decidir pela interrupção da gravidez em relação ao período da gestação.

Tais medidas se contrapõem a opinião pública dos cidadãos estadunidenses e pode significar a reversão do direito conquistado com o caso Roe versus Wade, em 22 de janeiro de 1973.

No caso judicial, a Suprema Corte norte-americana concedeu o direito de aborto quando Jane Roe buscava meios legais de interromper a gravidez indesejada, alegando ser vítima de estupro.

 

 

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