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Perigo on-line

Crescimento de malwares e atraso na aprovação de leis contra crimes cibernéticos aumentam insegurança de usuários

Apesar do uso de computadores e mídias móveis estar em plena ascensão, ainda são poucos os usuários que se preocupam em proteger seus dados pessoais. Por conta disso, os crimes cibernéticos estão cada vez mais frequentes e a previsão é que se tornem o maior desafio para segurança em 2013.

 

O diretor regional da Sourcefire, Chris Wood, comenta que os ataques on-line estão se tornando cada vez mais sofisticados, necessitando de um cuidado ainda maior da população. Mesmo com a evolução das tecnologias de segurança, na grande maioria dos casos os dispositivos de seguranças são criados após o surgimento de malwares (softwares que adentram sistemas de forma ilícita) e não para a prevenção deles.

 

Desde 2011 o aumento de malwares que atacam dispositivos Android, por exemplo, foi de quase 500%. De acordo com Wood, “muitas equipes de TI não possuem capacidade para identificar potenciais ameaças para esses dispositivos”. Sabendo disso, é imprescindível que os usuários de dispositivos móveis tomem medidas de segurança, que consigam ao menos diminuir a incidência dos ataques.

 

Outro fator que colabora para esse tipo de crime são as leis desatualizadas. Assim como os programas que protegem os sistemas não conseguem acompanhar o surgimento de malwares, as leis que protegem os usuários não conseguem abranger todos os atos de má fé realizados on-line. No Brasil, a última mudança proposta no Código Penal referente aos crimes cibernéticos foi em novembro de 2012. Na ocasião, o que motivou a movimentação do poder legislativo foi a liberação de fotos pessoais de uma atriz que deu nome à lei, Lei Carolina Dieckmann, mostrando que as leis também andam um passo atrás das práticas ofensivas e que o cuidado da população deve ser ainda maior.

 

Camilla Rocha

Fonte : Facomb

Categorias : Segurança Tecnologia Mídia

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