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Sonhos de cidade moderna, problemas de cidade grande

Crescimento acelerado de Goiânia força a cidade a lidar com desafios como mobilidade, infraestrutura e municípios que dependem da capital

Liliane Bueno

Com mais de 1,3 milhão de habitantes, segundo o IBGE, Goiânia tornou-se um emaranhado de pessoas em circulação pela capital. Este cenário de engarrafamentos revela a realidade dos traçados de uma cidade que, aos tempos de Attilio Corrêa Lima, seria para 15 mil pessoas, mas que logo ao nascer, já contava 50 mil habitantes.

Para quem faz uso deste espaço, os números crescentes só significam uma coisa: “Enquanto estou esperando no ponto e em pé dentro de um ônibus, fico pensando em quanta coisa melhor poderia estar investindo meu tempo”, diz a estudante universitária Samira França que gasta três horas diárias com transporte coletivo.

Já a estudante de jornalismo Nádilla Alves calculou o tempo desperdiçado com a espera: “Eu e alguns colegas fizemos umas contas e vimos que perderíamos um mês por ano dentro de um ônibus de Goiânia”.

 

Mobilidade

 

A professora de Arquitetura e Urbanismo da UFG, mestre e doutora em Transportes, Érika Cristine Kneib, acredita que em Goiânia faltam opções para que as pessoas se desloquem com qualidade, como calçadas apropriadas e ciclovias, “o ônibus é ruim porque fica preso no congestionamento e por isso ele atrasa”.

Érika também coloca que os Planos Diretores de Goiânia sempre priorizaram o fluxo de automóveis e não o de pedestres. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO), um milhão e 90 mil veículos foram emplacados em Goiânia em 2011. Só no ano passado, 61.312 automóveis foram licenciados na capital, o que significa 1,22 habitante por carro.

Em 2012, durante a disputa eleitoral, o Fórum de Mobilidade Urbana de Goiânia conseguiu que todos os candidatos a prefeito em Goiânia assinassem em cartório o Compromisso com as sete Diretrizes pela Melhoria da Mobilidade na Cidade.

O documento envolve questões como melhorar o transporte coletivo, priorizar o pedestre e regular os estacionamentos. “Essa atitude demonstra uma mudança de postura nas campanhas políticas em relação ao tema”, destaca Érika Kneib.

A implantação de corredores preferenciais para avenidas movimentadas como a T-7 e a T-9 e a implantação do Bus Rapid Transit (BRT) no Eixo Norte-Sul da capital são boas alternativas para diminuir o caos do trânsito em Goiânia. O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com início das obras previsto para este ano, também visa priorizar o transporte coletivo (veja o projeto).

Fonte : Facomb

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