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Grindr: a nova febre gay

Aplicativo de celular permite gays a conhecer pessoas, marcar encontros e até formar casais

Vinícius Braga

Bastou alguns minutos de bate-papo e uma troca de fotos pelo aplicativo
do celular. Nando (nome fictício), 21, gostou do perfil do rapaz que manteve
contato e o encontrou pessoalmente para “conhecer melhor”. Encontrar alguém
para se relacionar nunca foi tão fácil para os gays. O Grindr surgiu como uma
alternativa viável para conhecer pessoas, marcar encontros e, quem sabe,
formar casais.

O aplicativo (recomendado para maiores de 18 anos) funciona como uma
rede social, difundido principalmente entre usuários do iPhone e do sistema
operacional Android. Com um amplo banco de dados, o Grindr conta com
um serviço de geolocalização, o que indica quem é a pessoa disponível mais
próxima que combina com você.

Com investimento de US$ 5 mil, foi criado pelo americano Joel Simkhal,
que teve a ideia depois de tantas frustrações com sites de namoro por não
informarem a localização das pessoas. O aplicativo apresenta a versão
gratuita, com propaganda, e uma paga, com assinatura de US$ 2,99 por mês e
recursos adicionais.

Uma espécie de painel exibe fotos representativas dos usuários, dispostos do
mais próximo ao mais distante, com informações a respeito, como: idade, peso,
altura, preferências. Desta forma, é possível escolher aquele que “atenda suas
exigências” e iniciar um bate-papo, com opção de envio de fotos e do mapa
com a localização exata. Caso haja afinidade, o papo segue em frente no
mundo real.

Facilidades

“É um aplicativo usado principalmente para transar, não é a toa que é
conhecido entre os gays como GPSexo. Sempre que estou com vontade,
uso para procurar alguém que queira o mesmo. Sou muito tímido, por isso
considero uma excelente ferramenta para dar uma forcinha em situações como
essa”, revela Nando, usuário do aplicativo há um ano.

Contudo, ele não descarta a possibilidade de conhecer novas pessoas, sem
haver necessariamente o interesse por sexo. “É possível sim, mas poucos têm
paciência para manter uma conversa como no facebook, por exemplo. É mais
dinâmico, com objetivos mais claros. Uma vez conversei com um garoto que procurava um namorado. Não fui grosso mas não prossegui o papo, já que esta
não é minha intenção no aplicativo”, explica.

Apesar de toda essa facilidade propiciada pelo Grindr, é preciso estar sempre
atento aos riscos. Nem tudo é o que parece ser. Caso queira dar continuidade
no papo e marcar um encontro real, é aconselhável optar por locais públicos.
Após este primeiro contato, resta ao usuário saber se realmente vale levar
adiante algo que começou num aparelho celular.

Fonte : Facomb

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