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Latrocínio sem roubo?

Jornalista Lucas Fortuna foi encontrado morto, com sinais de tortura.

Amanda Araújo

Shakespeare sabiamente disse que "a alegria evita mil males e prolonga a vida". Infelizmente existem acidentes, assassinatos e doenças que interropem a vida de pessoas alegres, candidatos a uma vida longa.

Lucas Cardoso Fortuna tinha 28 anos, era jornalista goiano e árbitro da Federação Goiana de Voleibol. Estava em Pernambuco, em novembro de 2012, quando foi encontrado somente de cuecas. Ele havia sido espancado, esfaqueado e afogado.
 
Homossexual assumido, Lucas lutava pelo projeto de lei 122 que assegura punição à homofobia, era organizador da Parada Gay em Goiânia e fundou o Grupo Colcha de Retalhos, que defendia a causa LGBT dentro da Universidade de Goiás (UFG) .
 
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do estado de Pernambuco declarou que a morte do jornalista foi decorrente de latrocínio. Não só o modo como Lucas morreu comprova violência bruta e tortura, como o celular e carteira da vítima deixados no local do crime retiram qualquer dúvida de latrocínio. Depois desta declaração, há de se duvidar da capacidade dos profissionais que trabalham neste departamento.
 
Mobilização
 
Familiares e amigos da vítima mostraram-se indignados e inconsoláveis. Juarez Ferraz de Maia, professor de Jornalismo na UFG, enviou um e-mail a todos os alunos, ex-alunos e professores da universidade. "Tudo leva a crer tratar-se de um crime homofóbico pelas agressões sofridas. Lucas Fortuna era um militante da causa gay e combatia a intolerância e a violência através de suas ações pacíficas e brilhante oratória", escreveu Maia.
 
Fotos de Lucas com sorrisos enormes e contagiantes foram divulgadas em jornais, facebook e blogs. Considerado um jovem alegre e inteligente, com um futuro promissor, teve sua vida interrompida por uma diferença intolerada, um preço que ninguém deveria pagar.

Fonte : Facomb

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