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igualdade

Mulheres lutam por mais autonomia e igualdade

 

Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas a participação feminina na política brasileira ainda precisa e pode ser melhorada

 

Filipe Andrade

Em um estudo elaborado pela União Interparlamentar, o Brasil aparece em 110° lugar, no ranking que avalia a participação da mulher na política. A participação feminina, segundo o estudo ainda é tímida, mesmo após a lei 9.100, de 1995, que prevê cotas de 20% para as mulheres em cargos políticos (a porcentegem foi alterada para 30% em 1997).

Segundo a organização Feminismo.org, durante uma década, as leis de cotas não tiveram um funcionamento efetivo no país. De acordo com dados da entidade, apenas nas eleições de 2012, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) exigiu o cumprimento da lei.

No dia 14 de janeiro, em Brasília, a Secretaria de Política para as Mulheres da presidência da República firmou parceria com o Ministério da Cultura para a execução de ações conjuntas para o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. O plano, lançado em 2008, prevê em seu capítulo V a “autonomia, empoderamento e estímulo à ampliação da participação feminina nos cargos de decisão no Executivo, Legislativo e Judiciário, nos partidos políticos, nas empresas públicas e privadas e em entidades representativas de movimentos sociais.”

Segundo dados divulgados no site ‘Mais Mulheres no Poder’, até agora apenas nas empresas a participação feminina alcança o percentual de 20% de chefes. “Uma cultura de divisão sexual do trabalho, preconceito e subalternidade ainda dificulta a autonomia e presença feminina nas decisões cruciais à vida da comunidade.”

“Para o aperfeiçoamento e consolidação da democracia, existe a necessidade de pensar, discutir e transformar a situação de subrrepresentação da mulher nos espaços de poder e decisão, promovendo uma participação igualitária, plural e multirracial. As mulheres são mais da metade da população e do eleitorado, têm maior nível de escolaridade e são quase a metade da população economicamente ativa do país. Entretanto não chegam a 20% nos cargos de maior nível hierárquico no Parlamento, nos Governos Municipais e Estaduais, nas Secretarias do Primeiro Escalão do Poder Executivo, no Judiciário, nos Sindicatos e nas Reitorias”, revela a entidade em estudo.

 

Categorias : Política

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