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Número de mortes causadas pelo tabagismo quase triplica

A Fundação Mundial do Pulmão lançou relatório que denuncia que as mortes causadas pelo tabaco quase triplicaram na última década.

Em 2012 a Fundação Mundial do Pulmão lançou a décima edição do Atlas do Tabaco com números que mostram que o número de mortes causadas pelo tabagismo triplicou desde a primeira edição do atlas. O número de mortes anual saiu de 2.1 milhão para 6 milhões. Segundo o relatório, o tabaco causou 100 milhões de mortes no século 20 e deverá causar aproximadamente 1 bilhão no século 21.

O Atlas do Tabaco mostra que 33,1 % da população brasileira é fumante, mas apesar do número preocupante, o Brasil ainda fica muito atrás de países como Rússia e China. Para se ter ideia, na China, o número de homens fumantes é maior que a população do Brasil, superando os 311 milhões.

Peter Baldini, presidente-executivo da Fundação Mundial do Pulmão, utilizou o relatório para acusar a indústria do tabaco de aproveitar a ignorância da população acerca dos verdadeiros efeitos do produto. Baldini afirma que a Organização Mundial da Saúde deve enfatizar e endurecer o pacto realizado com mais de 170 países no ano de 2003, através do qual esses países se comprometiam a reduzir o número de fumantes através de programas públicos, reduzir a possibilidade de exposição dos fumantes passivos e diminuir a publicidade e promoção dos produtos de tabaco.

Em pesquisa realizada pelo IBOPE em 2011, 84% da população brasileira se diz considerar falha a atuação do governo em sua obrigação de informar sobre os riscos relacionados ao consumo de bebidas alcoolicas e cigarro. No Brasil, o cigarro ainda é um produto legalmente comercializado, no entanto a venda é restrita para maiores de 18 anos.

Caro para a saúde, caro para o bolso

No ano passado, a empresa Souza Cruz, responsável pelas maiores marcas de cigarros no país, anunciou o aumento de 24% no preço do produto para os varejistas. O aumento foi justificado pelo reajuste do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que forçou a empresa a ter de repassar o cigarro mais caro para o mercado do varejo. Medida afeta diretamente o bolso dos consumidores.

Além de reajustar em quase 41% a alíquota do IPI para cigarros, o governo também declarou em maio de 2012 a definição do valor mínimo de venda ao consumidor. O preço base do maço de cigarros no varejo não pode ser inferior a R$ 3. Quem for pego vendendo cigarros a um valor abaixo do preço mínimo estará sujeito à pena de apreensão do produto e suspensão do direito de venda de cigarros pelo prazo de cinco anos.

Resta saber, se o considerável aumento do preço do cigarro no país terá alguma consequência positiva no número de fumantes. Em uma relação feita em 2010 pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Fazenda, a comparação entre a redução de consumo per capita na última década, no Brasil, caiu apenas 1% em relação à década de 90. No mesmo ano, o Brasil registrou o menor número de consumo de cigarros per capita, com 682 unidades.

Fonte : Facomb

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