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Investimento X Qualidade

O que determina o sucesso de público de um filme nem sempre é o grande orçamento por trás deste

Por Sarah Marques

Titanic
Ganhar um Oscar de melhor filme é um dos prêmios mais consagrados que um diretor pode esperar de sua produção. Desde os primórdios da cerimônia, os filmes que recebiam estatueta de ouro tinham algo em comum: eram considerados grandes sucessos do cinema. Por trás deles havia nomes importantes na produção, direção e elenco, além de pertencerem a grandes companhias e terem orçamentos faraônicos.


É o caso de filmes como Titanic (1998), Gladiador (2001), ...E o Vento Levou (Gone With the Wind, 1940), Casablanca (1944), A Noviça Rebelde (The Sound of Music, 1966), entre outros. Mas, a partir de 2009, isso vem mudando. Quem quer ser um milionário? (Slumdog Millionaire)  traz a história de um jovem das favelas de Mumbai que acaba ganhando o prêmio máximo em um programa de perguntas e respostas na TV indiana. O filme, adaptado de um livro escrito por um indiano, foi premiado com o Oscar e chamou a atenção dos cinéfilos para produções não hollywoodianas.


Com isso, uma pergunta surgiu entre os aficionados por cinema: é preciso que um filme seja uma superprodução hollywoodiana, como os chamados blockbusters, para ganhar o maior prêmio da indústria cinematográfica? Para quem não sabe, um filme é considerado um blockbuster quando faz muito sucesso no cinema, e arrecada milhões de dólares na bilheteria.


Welliton Carlos, jornalista e cinéfilo, diz que nem sempre um orçamento bilionário faz com que o filme seja excelente. Para ele, o que leva o público ao cinema para conferir um filme é a divulgação. E, essa sim, deve ser gigantesca. Marco Ferreira, cineasta, roteirista e produtor goiano, ganhou o prêmio de Melhor Curta Universitário em 2008 com A Sala 21 O Início. Ele considera que, mesmo sem o financiamento ideal, uma obra cinematográfica pode sim sair com qualidade.


Para Marco Ferreira, não ter o orçamento dos sonhos não o impede de realizar suas produções e de acreditar que elas serão bem recebidas pelo público. “Eu sempre escutei a frase: ‘O que seria do azul se todos gostassem do vermelho?’.

Fonte : Facomb

Categorias : Cultura

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