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Jovens Jornalistas - FIC UFG

Inclusão e cidadania

Inclusão escolar melhora a cidadania de portadores de necessidades especiais

Libras

Monitor da Faculdade de Letras está preparado para atender deficientes auditivos

 

Por Frederico Oliveira

A inclusão de deficientes auditivos na educação tem crescido e trazido interessantes experiências. De acordo com a neuropedagoga e professora de apoio Ludyléia Valeriano Calixto, a solidariedade existente em salas de aula com algum aluno portador de necessidades especiais é muito grande. “Você não imagina como são os outros alunos de uma sala que tem aluno com deficiência, eles são muito companheiros, querem o tempo todo ajudar. Não permitem que outros alunos de outras salas façam piadas ou maltratem o colega. Nas salas onde tem aluno surdo todos aprendem libras e perguntam o tempo todo sinais para se comunicarem com o coleguinha”.

A psicóloga e professora da UFG, Candice Marques, afirma que a inclusão escolar está prevista até mesmo na Constituição. “Inclusão escolar é receber a diversidade na escola. Na verdade é incluir todos”, afirma. Segundo ela, o termo não se resume à estudantes com necessidades especiais. Ela afirma também que a inclusão está baseada na igualdade entre todos afirmada por nossa Constituição e, que também em outras leis infraconstitucionais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação .

Mas a inclusão não depende só do comprimento de uma lei. Segundo a professora Candice o professor cumpre uma tarefa muito importante. “O professor tem de ser um bom professor. A competência do professor é conhecer o conteúdo que ele tem de ministrar a disciplina e ter uma capacidade de gostar do ser humano muito grande. (...) O professor tem de entender que ele tem de trabalhar com a diversidade, cada um tem sua necessidade especial. O professor ao compreender a necessidade deve trabalhar a metodologia de ensino a fim de suprir cada necessidade individual”, afirma a docente.

 

Poucos no ensino superior

De acordo com o Censo da Educação Superior 2010, são apenas cerca de 4.400 surdos matriculados em faculdades de todo o Brasil (são mais de 5 milhões de alunos do ensino superior). Ele participa constantemente das aulas, questionando os professores a respeito de dúvidas e fazendo comentários sobre o assunto abordado. Tudo isto, claro, com o auxílio do intérprete. Caso diverso ocorre no curso de Letras Libras da UFG. Neste curso, a maior parte dos alunos é composta de surdos.

A graduação de Letras Libras foi criada na UFG no ano de 2009. A coordenadora do curso, Thaís Fleury Avelar, também é surda. Para atender pessoas ouvintes ou participar das reuniões administrativas da Universidade, sempre precisa andar com a intérprete. A UFG tem cerca de 25 alunos surdos no curso, que é ministrado no período noturno e pretende formar intérpretes e professores para a Educação Infantil e Ensino Fundamental (conforme estabeleceu o Decreto 5.626 de 2005). Uma das professoras do curso é conhecida nacionalmente por estar desenvolvendo uma escrita brasileira de sinais. 

 

Fonte: Facomb

Categorias: Educação Cidadania