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Jovens Jornalistas - FIC UFG

Ensino de Libras ainda é deficiente

Embora reconhecida como segunda língua brasileira, pouco tem sido feito para difundir e ensinar a Libras

Por Frederico Oliveira

 

Desde 2002, o Brasil possui uma segunda língua. A Lei 10.436, sancionada naquele ano, pelo então presidente FHC , reconhece a Libras como segunda língua do Brasil e estabelece que órgãos públicos e privados devem garantir o ensino desta ferramenta de comunicação, bem como o atendimento adequado aos portadores de necessidades especiais. Já no governo Lula, um decreto (Decreto 5.626/05) dispôs sobre a inclusão da Língua Brasileira de Sinais nos currículos de cursos superiores de licenciatura e Fonoaudiologia, bem como outras regras para a difusão da Libras, como a implantação de cursos de Letras-Libras.

Nove anos se passaram e pouco se fez para a difusão da Libras. Muitas pessoas ainda acreditam que esta língua de sinais é apenas um Português sinalizado. No entanto, conforme lê-se na Lei 10.436/2002, “entende-se como Língua Brasileira de Sinais – Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos das comunidades de pessoas surdas do Brasil” (Parágrafo único do Artigo 1°). O linguista americano William Stokoe afirmou que as línguas de sinais tem, assim como as línguas orais, níveis fonológico, morfológico, sintático, semântico e pragmático.

Ser confundida com o Português não é o único problema. Poucas pessoas, fora a comunidade surda tem conhecimento da língua, mesmo com a obrigação prevista em lei de que empresas públicas e privadas devem garantir o atendimento do surdo em Libras. O número de intérpretes e professores com suficiência na língua ainda são poucos. Isto é uma dificuldade a mais para a inclusão das comunidades surdas.

Fonte: Facomb

Categorias: Educação Cidadania